
Hoje estou aqui não para divulgar algo do Enlloc, mas para comentar em texto o grande show de nosso estimado amigo Anderson Fortuna, que eu um mero guitarrista de uma banda de rock carioca tive a oportunidade de assistir.
Sem palavras para descrever o evento, toda a espontaneidade e acidez de um poeta que decidiu ser mendigo e que me faz lembrar Raulzito nos palcos da vida, o show do Anderson traz a tona o velho conceito do que é rock’n roll , a que-bra de paradigmas deste mundo que definido por ele é apenas uma relação de contrato, músicas que não devem ser apreciadas na singularidade da canção, mas como um todo, letras, improvisos, barulhos, discursos, toda a paixão de uma mente cuja lucidez vagueia por entre universos e multiversos, atitude. Entre dissonâncias e acordes deconstruídos sua poesia constrói formas e expressão. É, talvez esse seja o ponto que transforma Anderson Fortuna num artista cuja maior obra é Si mesmo, aprendi certa vez com um professor que o valor da arte não se relaciona a beleza, mas a sua capacidade de expressão.
Termino este texto com uma frase dita por Anderson após o show , já sentado a mesa conversando com este gordo guitarrista do Enlloc : - “ o homem num precisa de dinheiro, o homem precisa de Arte” e digo eu : Fortuna; se um dia eu for mendigo que seja igual você .

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